Nesta segunda-feira, o apresentador Jô Soares entrevistou o governador de Pernambuco e possível candidato à Presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos, que comentou a aliança com Marina Silva. “Cada um do seu jeito, nós estávamos atrás do mesmo objetivo, que é melhorar o país”, disse.
O governador de Pernambuco declarou que ainda não foi discutido se Marina sairá como sua vice nas eleições presidenciais. “Nossa decisão é que vamos estar juntos. Antes de discutir a forma, nós temos que discutir o conteúdo. Nós vamos discutir a formação da chapa em 2014”, afirmou.
Meus filhos foram nas primeiras manifestações"
Eduardo Campos
Segundo Eduardo Campos, o que mais o fascinou na Rede Sustentabilidade foi o fato de seus integrantes serem jovens. “A Rede vai nos ajudar e a gente também vai ajudá-los. Haverá uma troca”, explicou o governador.
Durante a entrevista, o presidente nacional do PSB revelou também que se não estivesse no governo, teria se juntado à população que se manifestou nas ruas de todo o país. “Meus filhos também foram nas primeiras manifestações. Se eu não estivesse no governo, eu estaria lá”, contou.
Governador de Pernambuco comenta sobre paternidade (Foto: TV Globo/Programa do Jô)
Em 2014, além de disputar a Presidência da República, Eduardo Campos será pai pela quinta vez. Juntos desde os 15 anos, o político e sua esposa, Renata Campos, já escolheram o nome de seu filho, Miguel. “Eu gosto de criar gente. Pessoas que acreditam no Brasil”, ressaltou.
O Programa do Jô com a entrevista de Jô Soares com o governador Eduardo Campos vai ao ar nesta segunda-feira, logo após o Jornal da Globo.
Eduardo Campos participa do Programa do Jô desta segunda-feira (Foto: TV Globo/Programa do Jô)
Na época do mensalão, Lula foi à TV para dizer que iria “cortar na carne” do PT, eliminando os que haviam errado. Quando depois, mesmo com o desprestígio ocorrido pelo mensalão, foi eleito para mais um mandato e, em seguida, virou celebridade internacional por conta da correta política de transferência direta de renda, Lula acreditou que seria interessante fazer uma operação de tipo estalinista, ou seja, reescrever a história.
Por que ficar com a mancha do mensalão em uma biografia que estava sendo, finalmente, preenchida com tanto reconhecimento? Lula disse então que iria provar que o mensalão não havia existido. Daí por diante, todo o PT passou a seguir esse discurso: o mensalão não poderia mais ser admitido por ninguém. O ano de 2005 teria sido diferente daquele que todos vivemos, vimos e cheiramos – e o cheiro não era só de corrupção, mas de ataque à democracia!
Houve imperador romano que mudou um dia do calendário, para benefício próprio. Lula quis tirar um ano todo do calendário. Mas, de um modo muito parecido com o que a imprensa registrou, o ano de 2005 fixou seu pé onde estava mesmo. Assim, passado um tempo, o mensalão caiu para ser julgado no STF. O volume de documentos existentes não permitia ao STF não julgar e não condenar ninguém.
Todavia, Lula, por sua vez, não precisou falar mais nada. Ele já havia dito o que queria que ocorresse, que o mensalão desaparecesse da história. Desse modo, o PT passou a se comportar – desnecessariamente – como um agrupamento de pessoas ranhetas e magoadas. Os petistas se viram injustiçados, uma vez que o STF resolveu mesmo condenar vários de seus membros pelo mensalão. Os petistas se revoltaram: “como que Joaquim Barbosa, posto no STF por indicação de Lula, insistia ainda em falar de mensalão? Não teria ele escutado Lula dizer que o mensalão não havia ocorrido? Barbosa havia ficado surdo?”
Barbosa e outros ministros do STF não puderam fazer o que os petistas queriam, segundo a nova ordem dada por Lula. Não havia como! E então chegamos no que chegamos. Agora, por esses dias, inicia-se uma reconsideração do julgamento e da pena, obedecendo a praxe legal, o que implica avaliar os recursos movidos pelos réus. Justamente nesse momento, então, Lula deixa claro para os petistas que o PT não tem que ver seus filhos punidos pela justiça uma vez que eles já estão sendo educados pelos pais dentro de casa.
Lula age como se não soubesse que o PT é um partido dentro do Brasil. Para os militantes, ele fala sobre o PT como se este fosse legitimamente uma agremiação que faz as próprias leis e pune os que erram, segundo uma justiça interna soberana. É como se ele dissesse: “fora do PT não há uma justiça em que acreditamos e que pode nos julgar”.
Por ser governo, o PT teria então ultrapassado os limites de nossa república e, dessa maneira, não precisaria mais colocar qualquer um de seus militantes sob o tacão dessa justiça. Lula inaugura dessa forma um estranho pensamento, talvez inspirado no que Marx e Engels denominaram de socialismo feudal. Meio modificado. Ou melhor, modificado o suficiente para nada ter de socialista, ficando só com a parte feudal. No feudo, qualquer ato que gerasse alguma acusação, era julgado como crime (ou não) segundo a origem do acusado e de acordo com as leis feitas no momento do julgamento pelo senhor feudal.
Nenhuma instância outrora superior ao feudo tinha direito no interior do feudo. Neste, imperava o casuísmo do senhor feudal. De certa forma, esse é o entendimento de Lula a respeito da legitimidade de julgamento de uma falta, quando se trata de alguma coisa feita por um membro do PT. O partido mesmo pune quem erra. Só o partido!
Claro que Lula não falou o que estava efetivamente querendo dizer ao mencionar a palavra “errar”. A dubiedade na boca de político do tipo do Lula é proposital.
Caso posto na parede pela imprensa democrática, irá dizer que falou em erro genericamente, não a respeito de crimes que estão já previstos nas leis brasileiras. Mas, para os ouvidos dos militantes, falou o que pode ser entendido da seguinte maneira: “se há mensaleiros, então somos nós dentro do PT que os punimos, não cabe a ninguém, fora do partido, querer punir o petista. Nem mesmo Barbosa! Ou: muito menos Barbosa!”
Essa formulação é ridícula, mas não nos enganemos, o pensamento do militante político (à esquerda e à direita, tanto faz) é suficientemente abobado e muito bem azeitado para entender antes de tudo essa segunda formulação. O militante é montado para endossar essa ideia.
Líderes como Lula possuem essa empatia com a militância criada por ele mesmo: pode fazer dois discursos em um só. De um modo aparentemente maluco, o militante escuta os dois discursos e ele os toma segundo uma regra muito especial: “Lula pode ser visto como falando de erro de um modo geral, mas fez isso para disfarçar, para tapear a ‘imprensa burguesa’, pois no fundo ele está dizendo, mesmo, que nós petistas somos legitimados em nossas ações unicamente pelo nosso objetivo, definido pelo partido”. Essa esquizofrênica simbiose entre Lula e sua militância é conhecida dos estudiosos da psicologia social.
Vargas comandou a política com esse tipo de dubiedade. Durante muito tempo Brizola fez o mesmo. Paulatinamente Lula foi se modificando em direção a esse figurino. Lula se tornou aquele que pode dizer que não disse o que disse ou que disse o que não disse. Lula já não faz isso de maneira racional. A confusão na sua cabeça o torna um líder altamente poderoso em tempos como os nossos, de mudanças tecnológicas muito rápidas e de um início de ampliação na diferenciação de gostos, atitudes e vocabulários dos eleitores.
A assessora jurídica da Frente Parlamentar Evangélica, a pastora Damares Alves, que também é advogada, alertou a nação brasileira, durante uma palestra realizada na 1ª Igreja Batista em Campo Grande (MS), onde denunciou alguns projetos políticos que ameaçam as crianças, a família e a igreja.
"A igreja evangélica brasileira passa por grandes desafios", disse ela no início da palestra, dizendo que enquanto a igreja se preocupa com riquezas há pessoas que estão tentando influenciar as crianças com o intuito de destruir a infância e ensinar a homossexualidade e a erotização.
Ela mostrou também um livro que será distribuído nas escolas para crianças de dois a três anos de idade, que mostra dois príncipes se casando, além de outros materiais que estão tratando a homossexualidade como uma causa natural. "Estão detonando as nossas crianças", criticou Damares.
Em determinado momento Damares Alves diz que no final de um dos materiais há a indicação de que para tirar dúvidas a respeito do conteúdo do livro é preciso consultar a Comissão de Direitos Humanos e Minorias, o que explica os ataques que o deputado federal Marco Feliciano vem sofrendo, já que ele é contra todos estes projetos.
1. Desde a eleição de 1989, fala-se que o PT teria organizado internamente um serviço especializado em informação e contrainformação. Muitas vezes funcionou. Outras vezes, como no caso dos "aloprados", naufragou. Nas CPIs de Collor e dos Anões do Orçamento, e no caso do Dossiê Cayman (alertando ser falso), etc., se dizia que o serviço de informação do PT funcionou com seus links de militantes nas áreas de investigação federal, PF, MP... A mensagem divulgada na intranet da Abin, em 2005, durante a CPI dos Correios, onde seu diretor chamava os parlamentares de "bestas-feras no picadeiro", e que culminou com o seu afastamento, insinuava uma ação de contrainformação naquele momento, desde dentro do órgão.
2. O mensalão de 2005 tirou da direção do PT o "grupo" dito revolucionário e, em função disso, os ex-dirigentes da CUT assumiram o partido de lá para cá. A autoridade de Lula passou a valer para dentro do partido e, em seguida, legitimada com sua popularidade, para fora. O "grupo" se acomodou e se encolheu. A escolha de Dilma, por Lula, fora da máquina partidária, e a montagem de uma base de apoio que vai da direita da direita, à esquerda da esquerda, empurrou o governo para o Centro-Difuso, isolando o "grupo".
3. Claro que essa situação não agrada aos "revolucionários". Apesar do PT ser amplamente favorecido na montagem do governo, administrações direta e indireta, empresas, bancos e fundos, a correlação de forças no parlamento não o favorece. São apenas 16,5% dos deputados federais. As votações do Código Florestal e da Emenda 29 (Saúde) mostraram isso.
4. Como não há como aumentar a bancada do PT, o caminho trilhado foi debilitar relativamente os aliados, inventando um partido e desintegrando, inclusive, aqueles que não tinham e não têm a confiança do "grupo", como Palocci. A cada ministro -aliado- levado a pique, se via que as ações anteriores (algumas delas identificadas e divulgadas) iam criando o ambiente para o tiro de misericórdia.
5. O que se garante nos restaurantes e corredores em Brasília é que os vazamentos de personagens e fatos caem no colo da imprensa vindos diretamente do "grupo", desde dentro do governo. Claro que é mais fácil atacar com fatos reais que com suposições. Independente disso e de qual bola é a da vez, vai se debilitando a "base aliada" e, com isso, transformando os ministérios dos aliados em uma burocracia sem expressão. Alguns são mortos-vivos esperando a reforma ministerial.
6. Os ministros -que ficam- perdem o poder que tinham, de decidir, e de nada adianta terem portas abertas aos deputados. Os parlamentares da "base aliada" não têm mais canal com os ministérios de seus partidos e têm que ir buscar no PT -dentro do governo ou no Congresso- a autorização ou a aprovação de que precisam.
7. Os 16,5% quantitativos passam a ser o dobro, qualitativos. Os ministérios da base aliada, na substituição dos desviantes ex-ministros, perdem expressão. E o ministério passa a ser de ministros de primeira do PT e de segunda dos demais. Basta acompanhar a agenda da Presidente e ver a frequência de despachos com uns e outros.
8. A cada dia fica mais claro que todo esse desmonte interessa ao PT. Poder-se-ia dizer que há razão para esse desmonte. É verdade. Mas essas razões são as mesmas dos últimos anos e com os mesmos personagens. Só que a presença de Lula inibia a ação do "grupo", pois se atingisse a imagem de Lula, o castelo de cartas desmancharia e o PT iria junto. Agora não há esse risco e, com isso, toda ousadia é válida.
Em evento organizado pela juventude do PSDB em São Paulo, um grupo de pessoas fez uma lavagem simbólica da calçada da agência da Receita Federal em Mauá (SP) ontem (16). O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) também participou do ato que foi encerrado com o hino nacional.
O ato que foi divulgado como um protesto contra as quebras de sigilo fiscais ganhou contornos eleitorais com o grande número de bandeiras de candidatos do partido, inclusive de Serra. Os participantes do evento também vestiam camisetas amarelas e bonés azuis.
Terminado o ato, um carro de som guiou o público até um clube próximo da agência da Receita. No local, haverá um ato político também organizado pelo PSDB.
Durante o trajeto, o locutor do carro de som fez diversas críticas à candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, citando -a como “produto fabricado” e “sem personalidade”. Ele também falou sobre escândalos que envolvem acusações contra o governo federal, como mensalão do PT ocorrido em 2005 e as denúncias contra Israel Guerra, filho da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra. As denúcias resultaram na queda de Erenice da Casa Civil.
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